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Uma Canção para a Libélula

Em construção

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V de Vencer

Você vai pensar em desistir milhões de vezes durante a sua vida. Vai olhar para o lado e enxergar gramas verdes enquanto a sua está mais cinza do que nunca. Vai olhar algumas vezes para o futuro e não vislumbrar nada além das perdas inerentes que o tempo traz. Haverá dias em que o sol vai brilhar lá fora, mas o frio vai predominar aí dentro. Dias em que nada é maior que as sombras interiores, a vilã cinzenta, ou seja qual for o nome que você dá a ela. Só sei que essa presença cinza tem uma voz, e ela dita mentiras em nossos ouvidos, todos os dias, algumas vezes por todo o dia. Então você terá que treinar sua alma pra ser mais resistente, pra aguentar o tranco e o frio congelante sem se deixar desmoronar. Vai ter sim, ainda que pareça ser impossível. As mentiras sopradas em nossos ouvidos tem a única intenção de barrar os sonhos que alimentamos com muito fervor e pelo qual lutamos com bravura. Em uma parte distante e inóspita de nós mesmos, os assombrados, existe uma força que nos julga p…

V de mudança.

Mudança nunca foi o meu forte.
Os camaleões sempre me causaram uma estranha curiosidade, dessas que você gosta de observar de longe, bem distante mesmo, enquanto se pergunta: mas que diabos? como ele pode mudar tanto assim? Pois é, mas mudanças fazem parte da vida. Eu sempre tibe blogs, sempre gostei de escrever e mantinha minhas páginas no Facebook (uma para cada livro... É, bem exaustivo) sempre atualizadas, porém de uns tempos para cá meu ânimo se esvaiu, algumas dúvidas a respeito da minha carreira surgiram e uma crise existencial acompanhou tudo e mais um tanto de coisas acontecendo na minha vida.
Não estou criando essa blog com o intuito divulgar meu trabalho. Estou criando porque não consigo não escrever. É impreterível.
Escritos em V é um espaço para postar meus gritos, desabafar em crônicas; falar dos filmes e dos livros que amo, ou não amo tanto, e o que eles provocaram na minha alma; para explicar o porquê de ser libélula e como escrever salvou minha vida. Mesmo que poucas…

Um conto sobre coisas mortas e cinzas

por, Juliana Daglio
Ela contemplava o fantasma havia horas. Do alto de sua janela no segundo andar, por entre as grades enferrujadas, fitava a figura esguia em pé no meio na neblina, olhando-a de volta com aquele ar cinzento, amortecido, meio transparente. Já não sabia mais dizer desde quando isso vinha acontecendo, mas era muito. Era difícil definir se um dia não tinha se deparado com aquela alma todas as vezes em que olhava pela janela. Toda sua vida, agora, se resumia a isso, como se não houvesse nada nela que não se relacionasse com a aparição em seu jardim, que desde que surgira, não se sabe quando, tomara tudo para si. A garota na janela, assombrada, muitas vezes perguntou-se se não deveria estar gritando, chorando, apavorada. Mas não conseguia. Apenas se colocava em pé à janela e mirava no fantasma, perscrutando cada parte visível dele, tentando desvendar seus mistérios. Por algum motivo sabia que ele não se aproximaria mais que isso. Que ficaria ali, a devolver seu olhar. Também …